Um pouco de história (1)
A planta do tabaco ou «petum» é originária das Américas. Em 1492, na ilha de S. Salvador (Antilhas), foram avistados indígenas atidos ao perfume de certas ervas. Anos mais tarde (1500), os marinheiros do Pedro Álvares Cabral tinham visto naturais das terras então descobertas (Brasil) aplicar sobres as feridas uma erva, fumá-la e/ou aspirar as suas folhas secas e reduzidas a pó. Há indícios que permitem admitir que, poucos anos depois, a mesma planta era já cultivada em Lisboa nos jardins reais, embora a sua plantação em Portugal seja frequentemente atribuída a Luís de Goes (1530). Já agora, em España, a preciosa planta terá sido introduzida pela mão de Rodrigo de Jerez, companheiro de Colombo, em 1498. De forma segura se pode afirmar que a erva do tabaco era utilizada como medicamento em Lisboa, em meados do século XVI. Foi encontrada uma carta, datada de 26 de Abril de 1560, enviada por Nicot (embaixador de França na corte de D. Sebastião) ao cardeal de Lorena, onde eram fortemente gabadas as virtudes curativas da planta exótica. Os efeitos da planta depressa convenceram a rainha Catarina de Medicis e assim ficou o nome de Nicot ligado para sempre à designação botânica. Em 1565, Lonitzer a denomina de «Nicotiana», mas essa designação só é definitivamente consagrada dois séculos depois por Linneu. Depressa as sementes são espalhadas pela Europa. A expansão do comércio marítimo encarrega-se de tabaquear o aroma natural do resto do planeta.