Um pouco de história (2)
Hoje sabe-se que essa extraordinária divulgação não foi devida às virtudes terapêuticas – que na realidade não possuía – mas sim ao gosto e prazer que proporcionava através da sua forte acção geradora de dependência. Como qualquer outro vício danado, a tabacomania nunca negoceia com as mentes fracas dos humanos e a comercialização do vício não tardou em se transformar em negócio dos mais rendosos. Hábeis nas invenções fiscais, rapidamente os governos juntaram-se ao festim e começaram então a auferir proventos cada vez mais substanciais com impostos sacados da cartola estatal.. Até que o clínico francês Buisson dê o alarme em 1859. A partir dessa data os principais beneficiados do negócio tentaram a todo custo silenciar os ecos da maldição do consumo. Os laboratórios foram identificando os factores oncogénicos do fumo, tais como químicos de elevado peso molecular na ordem dos hidrocarbonetos: benzo-a-pireno, dibenzo-a-h-tolueno, dibenzo-a-i-pireno, etc.. Mas há muitas substâncias – mais de 1000 – tais como arsénio, cobre, crómio, acetona, alguns pesticidas também.. enfim, escusar-me-ei, continuar, o resto da “miscelânea” é de fácil dedução