Tabacomania feminina (3)
A situação não é exclusiva de Portugal, em Inglaterra, entre 1959 e 1973 o coeficiente de mortalidade por cancro do pulmão nos homens aumentou de 8 %, o que significa um certo abrandamento do crescimento em relação aos decénios anteriores. Ora, no mesmo período de tempo, nas mulheres, verificou-se um crescimento do coeficiente de mortalidade por essa doença, da ordem dos 50 %.
Outro exemplo: nos Estados Unidos, para o sexo feminino, os coeficientes de mortalidade por cancro do pulmão, que rondavam os 4,7 em 1950, subiram para 19,5 em 1976. Em 1978, nesse mesmo território, a doença ocupava já o segundo lugar no ranking das neoplasias mais frequentes na mulher, prevendo-se que ultrapassaria, dentre de pouco, o cancro da mama, o então líder da tabela. E, de facto, assim aconteceu: nos Estados Unidos, o cancro mais mortífero para as mulheres é já, na actualidade, o cancro do pulmão.